Anvisa alerta para risco raro de cegueira após o uso de semaglutida

13.jun.2025 às 11h13Atualizado:

A Agência solicitou a inclusão, nas bulas desses medicamentos, da reação adversa “muito rara” chamada Noiana (neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica).

A decisão foi tomada após análises do Comitê de Avaliação de Risco em Farmacovigilância (PRAC) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que identificou a Noiana como um possível evento adverso da semaglutida.

A imagem mostra três embalagens de medicamentos, com destaque para os nomes 'Wegovy' e 'Ozempic'. As embalagens são de formato retangular e possuem informações sobre dosagem e instruções de uso. O texto indica que são para injeção e que devem ser administrados uma vez por semana.
Caixas de Ozempic e Wegovy, medicamentos da Novo Nordisk – Hollie Adams – 24.fev.2025/Reuters

No sistema brasileiro de notificação de eventos adversos de medicamentos, o VigiMed (base VigiLyse), foram registradas 52 notificações de suspeitas de distúrbios oculares relacionadas ao princípio ativo.

Médicos devem alertar os pacientes, mesmo que a condição seja rara. Quem apresentar sintomas como perda repentina de visão, visão turva ou piora rápida da visão durante o tratamento com semaglutida deve procurar atendimento médico imediato. Caso a Noiana seja confirmada, o tratamento deve ser interrompido.

Cuide-se

Ciência, hábitos e prevenção numa newsletter para a sua saúde e bem-estarEm nota, a Novo Nordisk —fabricante do Ozempic, Wegovy e Rybelsus— afirma que prioriza a segurança dos pacientes e que leva a sério todos os relatos de eventos adversos relacionados ao uso dos medicamentos.

“Trabalhamos em estreita colaboração com autoridades e órgãos regulatórios em todo o mundo para monitorar continuamente o perfil de segurança de nossos produtos”, diz trecho do texto enviado à reportagem.

Segundo a farmacêutica, a semaglutida foi estudada em programas clínicos robustos, com mais de 52 mil pacientes expostos à substância, além de uma exposição adicional equivalente a mais de 33 milhões de pacientes-ano em uso pós-comercialização.

edição: Gison d Souza Daniel

fonte: Folha de SãoPauo

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